Sistemas & Operação
As ferramentas que mantêm o provedor de pé — no contexto real de ISP, não documentação genérica. Zabbix monitorando OLT, FreeRADIUS bilhetando PPPoE, backup cobrindo a LGPD.
Stack recomendada para ISP
opinião editorialCom base no que funciona em provedores brasileiros de pequeno e médio porte.
Plataformas
O sistema operacional e o ambiente onde tudo roda.
Base de servidores de NOC, roteadores e stacks de monitoramento.
Ambientes corporativos e Active Directory em ISPs médios.
Gerenciamento de hospedagem para provedores que oferecem hosting.
Proxmox, KVM, VMware — consolidar servidores físicos de NOC.
Monitoramento
Ver o problema antes que o cliente ligue — esse é o objetivo.
O mais usado em ISPs — templates de OLT/ONU, alarmes de potência óptica via SNMP.
Dashboards visuais sobre qualquer fonte de dados — perfeito integrado ao Zabbix.
Autodiscovery de dispositivos via SNMP — ótimo ponto de partida para NOC.
Comercial (Paessler) — baseado em sensores, alertas confiáveis, suporte oficial pago. Alternativa a quem não quer stack 100% open-source.
Ver documentaçãoFerramenta gratuita da própria Mikrotik — integração natural com RouterOS, comum em ISP pequeno que já usa a marca na borda.
Referência histórica em alertas. Mais simples que Zabbix, mais fácil de começar.
Fork do Nagios com desenvolvimento mais ativo — compatível com plugins/configuração já conhecidos.
Gráficos SNMP via RRDtool. Sucessor direto do MRTG (Multi Router Traffic Grapher, década de 1990) — literalmente o ancestral de toda essa família de ferramentas.
Focado em rede — auto-poll de interfaces, histórico de tráfego por porta.
Autenticação e Bilhetagem
Como o provedor sabe quem é o cliente e por quanto tempo ele ficou conectado — o coração invisível de qualquer ISP.
Autenticação PPPoE/Hotspot, o mecanismo padrão em ISP brasileiro. Combinação clássica: FreeRADIUS + MySQL + Mikrotik.
Ver documentaçãoInterface web de gerência sobre o FreeRADIUS — cadastro de cliente, planos, relatório de uso.
Ver documentaçãoAuthentication, Authorization, Accounting — a base teórica por trás de todo sistema de bilhetagem.
Ver documentaçãoDNS
A tradução entre nome e IP que ninguém percebe até parar de funcionar.
O servidor DNS mais tradicional e ainda o mais usado como autoritativo em provedor de médio/grande porte.
Ver documentaçãoBackend em banco de dados (MySQL/PostgreSQL) — mais fácil de integrar com sistema de provisionamento próprio.
Ver documentaçãoResolvedor recursivo focado em segurança e performance — comum como DNS local de rede/CGNAT.
Ver documentaçãoAssinatura criptográfica de zona DNS. O Brasil (.br, via registro.br/NIC.br) é referência mundial em adoção — vale entender mesmo sem operar zona própria.
Ver documentaçãoBackup e Recuperação de Desastres
A diferença entre um incidente chato e o fim da empresa — e item de conformidade LGPD, não só boa prática técnica.
Lei Geral de Proteção de Dados (13.709/2018) — o que o ISP precisa saber sobre proteção de dados, direitos dos titulares, sanções e medidas de segurança.
Ver documentação3 cópias, 2 mídias, 1 offsite — evoluída para 3-2-1-1-0 (cópia imutável/air-gapped + testes de restauração) por causa de ransomware mirando backup.
Ver documentaçãoSolução open-source corporativa completa (Director, Storage, File Daemon) — ideal para backup centralizado de muitos servidores.
Ver documentaçãoBackup deduplicado, criptografado e multi-backend via linha de comando — ótimo para automação e ambientes enxutos.
Ver documentaçãoDeduplicação eficiente com compressão e criptografia — alternativa ao restic com modelo de repositório diferente.
Ver documentaçãoRecovery Time Objective — tempo máximo aceitável até o sistema voltar a funcionar após um incidente.
Ver documentaçãoRecovery Point Objective — quantidade máxima de dados que você aceita perder, medida em tempo.
Ver documentaçãoSegurança
Proteger a infra do provedor é tão importante quanto operá-la.
Sistema-isca pra detecção e inteligência de ameaça. Conceitos, CERT.br, e 2 implementações reais (Cowrie e Dionaea).
Ver documentaçãoA interface de firewall Linux mais usada historicamente. Tabelas, chains, NAT, exemplo real de servidor RADIUS.
Ver documentaçãoSucessor oficial do iptables — sintaxe declarativa, IPv4+IPv6 juntos, sets nativos, substituição atômica.
Ver documentaçãoFirewall/roteador completo com interface web, baseado em FreeBSD/pf. Regras, NAT, pfBlockerNG, HA via CARP.
Ver documentação~4.000 linhas de código, criptografia moderna fixa, handshake em 1 round-trip. Chaves, AllowedIPs, integração Mikrotik, CGNAT.
Ver documentaçãoPKI completa com easy-rsa, revogação individual de certificado, compatibilidade ampla. TCP Meltdown e DCO explicados.
Ver documentaçãoIDS/IPS tradicional, mantido pela Cisco Talos. Sintaxe de regras padrão de indústria, OpenAppID para detecção de aplicação.
Ver documentaçãoIDS/IPS multi-thread nativo, EVE JSON para SIEM. Motor por trás do IDS/IPS do pfSense e OPNsense.
Ver documentaçãoChecklist prático de endurecimento de servidor Linux para NOC de ISP.
Ver documentaçãoTLS, certificados, SSH — comunicação segura entre equipamentos e NOC.
Ver documentaçãoFerramentas enquanto os artigos chegam
Calculadoras e verificadores que já estão no ar e são úteis no dia a dia de operação.
Foco no contexto de ISP/FTTH
A documentação oficial do Zabbix cobre tudo, mas não responde: "como criar alertas de potência óptica em uma OLT Huawei via SNMP". Nem a documentação do FreeRADIUS explica como isso se conecta com o Mikrotik na borda pra cobrar o cliente certo. É exatamente esse recorte que vamos cobrir — sistemas aplicados ao dia a dia de quem opera provedor de internet.
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